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Tricampeonato de Colibri Matrero e vitória de Capanegra Acquavia marcam os 40 anos do Freio de Ouro

Programação dos 90 anos da ABCCC na 45ª Expointer alçou ao topo dos pódios Colibri Matrero e Capanegra Acquavia, como os novos ícones da multifuncionalidade da raça Crioula
05/09/2022 ABCCC

4 de setembro de 2022. Mais um dia para ficar na memória de quem acompanha essa trajetória de 40 anos da seletiva mais completa do Cavalo Crioulo. Com um tricampeonato inédito da história do Freio de Ouro, que consagra um animal fenômeno na raça, junto de uma disputa acirrada, capaz de tornar ainda mais incontestável a vitória de uma égua estreante do ciclo, a temporada 2022 revelou seus campeões sob o olhar, emoção, vibração e torcida de um volume de público que já deixava saudades depois de dois anos impactados pelas restrições de distanciamento. Assim, com um misto de equilíbrio e de imprevisibilidade que só o Freio de Ouro proporciona, a programação dos 90 anos da ABCCC na 45ª Expointer alçou ao topo dos pódios Colibri Matrero e Capanegra Acquavia, como os novos ícones da multifuncionalidade da raça Crioula.  

Antes mesmo de ser coroado com o mais cobiçado título da raça Crioula no ciclo atual, o Freio de Ouro 2022 na categoria Machos já vinha sendo chamado por um apelido de campeão: para a numerosa torcida que vibrava e ansiava pelo seu tricampeonato, o cavalo uruguaio Colibri Matrero virou “Colitri”! Fazendo jus tanto ao apelido quanto a este emblemático ciclo em que se comemoram dois importantes aniversários da Raça, Colibri inscreveu na história do Cavalo Crioulo o feito inédito de ser Freio de Ouro por três vezes – e, ainda por cima, em anos consecutivos.

Nesta final e ao longo de toda a sua trajetória, esteve aliado ao fenômeno o ginete brasileiro Gabriel Viola Marty. Após celebrar a conquista e demonstrar a irmandade entre nações que o amor pelo cavalo é capaz de promover, balançando a bandeira uruguaia em mais uma volta olímpica pela pista de Esteio, Gabriel Marty se emocionou ao falar sobre o velho companheiro com quem atingiu, neste campeonato, a média final de 20,531 pontos: “É um cavalo que encantou o público, encantou a Raça, e que mudou a história”, afirmou. 

O cavalo filho de Oeste del Acierto e Colibri Matrera assegurou também a alegria do seu criador e proprietário, Juan Salustiano Peirano, da Cabaña La Pacífica, no Uruguai. Acompanhando as provas direto das arquibancadas no Parque Assis Brasil, Juan falou à ABCCC: “Devo um agradecimento enorme a Gabriel e ao cavalo. Foi um freio muito brigado, com muito nível… E ele brigou com Gabriel. Brigaram juntos”. Domado por Julio Taramasco, Colibri foi exposto nesta final por RBM Importação e Exportação Ltda.

Na categoria Fêmeas, Eduardo Weber de Quadros levou o Freio de Ouro conduzindo uma égua filha de Capanegra Jacarta e Capanegra Felicidad. Essa história também lhe parece familiar? Se cinco anos atrás, Dudu Quadros ergueu o troféu de Ouro para comemorar a vitória da recordista funcional Capanegra Quinta Sinfonia, no atual ciclo o retorno ao topo do pódio se deu justamente com uma irmã inteira da campeã de 2017: a inédita Capanegra Acquavia que, com 21,211 pontos de média final, veio provar o dito popular de que “sangue não é água”!

Partindo da 20º posição na etapa morfológica, a tostada, como a irmã, se destacou nas provas funcionais e confirmou a vitória com 100% de placas pretas na prova decisiva deste domingo, mantendo o ótimo desempenho que lhe garantiu também o título de Craque Funcional do Freio de Ouro 2022. Grato por mais uma conquista, Dudu Quadros lembrou a história com a família Capanegra até agora: “A primeira vez que eu estive aqui com a irmã dessa égua, nós ganhamos. Acho que Deus coloca as coisas no lugar certo, no tempo certo… E agora eu e a Acquavia também conseguimos chegar aqui”, declarou o ginete. Ele reconhece, porém, que não foi fácil: “Foi duro, foi batalhado. Todos os colegas estão de parabéns. Tenho muita gratidão por esse momento”, disse. 

Criador e proprietário da égua campeã, Fernando Dornelles Pons, da Cabanha Capanegra, em Dom Pedrito/RS, dedicou o Freio a Walter Francisco de Moura, criador da raça que faleceu no último dia 26, aos 91 anos: “Ele foi meu grande mestre, meu amigo e meu companheiro em tudo que se refere a cavalo”, declarou Fernando à reportagem da ABCCC. 

A Final de 2022

Em cinco dias de disputa, 95 animais (47 fêmeas e 48 machos) pisaram na arena de provas do Cavalo Crioulo em Esteio passando pela supervisão técnica de Felipe Caccia Maciel e pelo olhar criterioso dos dois trios de jurados que atuaram na seleção dos vencedores. André Luiz Narciso Rosa, Douglas Leite Gonçalves e Vinícius Guedes Freitas foram os responsáveis pelas notas da categoria Fêmeas, enquanto Carlos Marques Gonçalves Neto, Leonardo Alberton Ardenghy e Luciano Corrêa Passos julgaram a categoria Machos. 

Além dos Freios entregues àqueles que garantiram os 4 primeiros lugares em cada categoria, o momento de premiação também homenageou o Ginete do Ano. Aqui, tivemos mais um “tri”! Chegando a esta Final na condução de nada menos que 10 animais, Daniel Waihrich Marim Teixeira foi honrado com o Troféu Vilson Souza pelo terceiro ano consecutivo. 

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