Notícias


Editorial: A “polêmica” do Hino

07/01/2021

Não nos sentimos à vontade ao usar o termo “polêmica” para classificar a manifestação dos vereadores de Porto Alegre, que desrespeitaram o Hino Rio-grandense, pois entendemos que tal gesto foi deliberadamente feito para atrair holofotes e ganhar projeção – algo que todo político precisa.

O fato é que, ao não se postarem em posição de respeito, os parlamentares deram um péssimo exemplo: afinal, se os representantes do povo não mantêm a postura e a reverência aos nossos símbolos, quem o fará? 

Não entendemos como saudável e produtivo um debate descontextualizado sobre a letra do hino que foi composto ainda durante as batalhas da Revolução Farroupilha, ou seja, há mais de cento e setenta anos.

Há uma absurda inversão de causa e efeito na manifestação ao afirmar que o hino Rio-grandense é racista, devido ao trecho “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”.

Uma criança é capaz de entender que, ao longo da história, povos não foram escravizados “por não terem virtudes”; entendem também que quem deliberadamente abandona as virtudes, esse sim será escravo, subjugado primeiramente pelos próprios vícios. Esse é o contexto do nosso hino.

Como um meio de comunicação que procura auxiliar na manutenção de nossa história e de nossa cultura, sentimo-nos na obrigação de publicar esse editorial, condenando a escravidão, afirmando que todos somos de uma mesma raça - a humana - e exaltando as lindas estrofes de nosso hino gaúcho: “Mostremos valor, constância! Nessa ímpia e injusta guerra! Sirvam nossas façanhas de modelo à toda terra!”

PS. Na web rádio Portal da Tradição o Hino Rio-grandense é executado todos os dias às 6h da manhã.


MAIS NOTÍCIAS